Meningoencefalite por Naegleria Fowleri – Ameba que come o CÉREBRO!


AMEBA QUE SE ALIMENTAM DA MASSA ENCEFÁLICA!

A N. fowleri é uma ameba termofílica, que prolifera em temperaturas de até 45 graus Celsius, sendo encontrada no solo e em rios e lagos, além de esgotos.

Encontrada juntamente com outras amebas de vida livre em piscinas, a N. fowleri pode ser eliminada da mesma apenas em altas concentrações de cloro (destroem os trofozoítas), porém seus cistos podem permanecer ativos.

O trofozoíta é altamente patogênico e causa meningoencefalite amebiana primária, de curso agudo e fulminante, principalmente em crianças e adultos jovens.

Epidemiologia:

Existem cerca de 200 casos relatados em diversas regiões do mundo, vários deles relacionados à natação em coleções de água aquecida. Ainda não são conhecidos os mecanismos pelo qual alguns indivíduos sejam mais suscetíveis a desenvolver a meningoencefalite, uma vez que o número absoluto de indivíduos expostos as condições propícias à contaminação é muito grande.

Fisiopatologia:

O processo infeccioso tem início 3 a 15 dias depois da aspiração de água, ou inalação de aerossóis contendo o microorganismo.

A lesão primária ocorre na mucosa olfatória: com a penetração do trofozoíta no plexo nervoso submucoso e na placa cribriforme, alcançado o espaço subaracnóideo e o líquido cefalorraquidiano adjacente ao bulbo olfatório, disseminando-se por via hematológica para o restante do SNC (fig.1). O patógeno causa necrose tecidual provavelmente por secreção de proteases. Há afluxo intenso de neutrófilos, resultando em meningoencefalite difusa semelhante a causada por bactérias.

Manifestações Clínicas:

As manifestações clínicas da meningoencefalite po N. fowleri têm início abrupto com febre elevada, cefaléia intensa, vômitos, fotofobia, rigidez de nuca e outros sinais de irritação meníngea. O processo infeccioso evolui rapidamente, surgindo obnubilação, alteração de comportamento, diplopia, turvação visual e paralisia de nervos cranianos, seguidos de crises convulsiva e coma. Hipertensão craniana grave, edema pulmonar e complicações cardíacas contribuem para que a morte em geral aconteça em uma semana após o início dos sintomas.

Diagnóstico:

O hemograma mostra leucocitose e desvio à esquerda. O LCR apresenta pleocitose, em geral acentuada, com predomínio de neutrófilos, presença de hemácias, elevação de proteínas e queda de glicose. A confirmação diagnóstica é obtida pelo encontro de trofozoítos móveis no exame a fresco do sedimento do LCR e pela cultura desse material.

Deve-se suspeitar de infecção por N. fowleri em pacientes com quadro clínico e liquórico sugestivo de meningite bacteriana, porém sem evidências do agente causal e que tenham praticado natação ou mergulho em águas ambientais.

Tratamento:

Os poucos pacientes sobreviventes à infecção por essa ameba foram tratados com anfotericina B em altas doses, que deve ser instituída o mais precocemente possível por via sistêmica e também intratecal. Apesar do péssimo prognóstico, não se recomenda profilaxia, a não ser a de se evitar banhos em águas que tenham casos prévios de infecção pela N. fowleri.

Bibliografia:

LOPES, Antonio Carlos. Tratado de Clínica médica, editora Roca, São Paulo, 2009

Fonte: https://www.medportal.com.br

 


Nenhum comentário



Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

Blue Captcha Image
Atualizar

*

Quem Somos

Somos um grupo, preocupados com a disseminação das melhores informações que possam vir a contribuir no seu cotidiano, bem como auxiliar na resolução de dúvidas e ou problemas que possam surgir em assuntos diversos, e ainda suprir a ânsia pelo conhecimento!

Leia Mais