Capitalismo, Socialismo ou Comunismo, o quê seu candidato defende?


Talvez a nossa imagem represente exatamente o que devemos ter quando ouvimos nossos candidatos falar em sistemas de governo. Pois uma mudança ou implantação de algo que parece bom, pode se tornar em degradação total de uma sociedade.

O que é o Capitalismo:

O capitalismo é um sistema econômico e social, onde o principal objetivo visa o lucro e a acumulação de riquezas, por meio dos meios de produção. Este é o sistema mais adotado no mundo atualmente.

No sistema capitalista, os meios de produção e de distribuição são de propriedade privada e o maior esforço deste processo está nas mãos dos trabalhadores, chamados também de proletariados. Eles exercem grande parte das atividades de trabalho coletivo para que os donos das empresas detenham todo o lucro necessário.

Neste processo, as decisões sobre oferta, demanda, preço, distribuição e investimentos no sistema capitalista não são feitos pelo governo e os lucros são distribuídos para os proprietários que investem em empresas e os salários são pagos aos trabalhadores pelas empresas. O capitalismo é dominante no mundo ocidental desde o final do feudalismo.

Na lógica do capitalismo está o aumento de rendimentos. Estes tanto podem ser concentrados como distribuídos, sem que isso nada tenha a ver com a essência do sistema. Concentração e distribuição dos rendimentos capitalistas dependem muito mais das condições particulares de cada sociedade.

Meritocracia – reconhecimento do seu merecimento

O capitalismo é o sistema sócio-econômico baseado no reconhecimento dos direitos individuais, em que toda propriedade é privada e o governo existe para banir a iniciação de violência humana. Em uma sociedade capitalista, o governo tem três órgãos: a polícia, o exército e as cortes de lei.

Outro fator que surgiu com o capitalismo foi a desigualdade social, que ressaltava a divisão de classes entre os trabalhadores e os empresários.

O capitalismo só pode funcionar quando há meios tecnológicos e sociais para garantir o consumo e acumular capitais. Quando assim sucede, tem conservado e até aumenta a capacidade econômica de produzir riqueza.

Lista dos países Capitalistas que são alvo dos desejos da sociedade e cobiça de muitos para viver ou passear:

Estados Unidos

Japão

Alemanha

Canadá

França

Itália

Reino Unido

Rússia

Brasil

Austrália

Nova Zelândia

África do Sul

Argentina

Chile

Uruguai

Holanda

Fases do Capitalismo

Pode-se dizer que o capitalismo está dividido em três fases. São elas:

  • capitalismo comercial ou mercantil, que vigorou dos séculos XV ao XVIII e seu objetivo principal era o acúmulo de capital, a exploração de terras e a comercialização de bens, sempre com o intuito de enriquecimento;
  • capitalismo industrial, que surgiu no século XVIII, a partir da transformação do sistema de produção e teve a mudança dos produtos manufaturados para grandes escalas de produção, ou seja, os trabalhos artesanais são neste momento realizados pelas máquinas;
  • capitalismo financeiro ou monopolista, iniciado após a Segunda Guerra Mundial e que corresponde a um tipo de economia capitalista em que o grande comércio e a grande indústria são controlados pelo poderio econômico dos bancos comerciais e outras instituições financeiras;
  • capitalismo informacional, cognitivo ou do conhecimento, iniciado no período pós Guerra-Fria e que corresponde ao período econômico e social marcado pelo avanço da Globalização, dos computadores, dos telefones digitais, da robótica e da internet. É o período que vivemos atualmente.

O que é Socialismo:

Socialismo é uma doutrina política e econômica que surgiu no final do século XVIII e se caracteriza pela ideia de transformação da sociedade através da distribuição equilibrada de riquezas e propriedades, diminuindo a distância entre ricos e pobres.

Noël Babeuf foi o primeiro pensador que apresentou propostas socialistas sem fundamentação teológica e utópica como alternativa política.

Karl Marx, um dos principais filósofos do movimento, afirmava que o socialismo seria alcançado a partir de uma reforma social, com luta de classes e revolução do proletariado, pois no sistema socialista não deveria haver classes sociais nem propriedade privada.

Todos os bens e propriedades particulares seriam de todas as pessoas e haveria repartição do trabalho comum e dos objetos de consumo, eliminando as diferenças econômicas entre os indivíduos.

O sistema socialista é oposto ao capitalismo, cujo sistema se baseia na propriedade privada dos meios de produção e no mercado liberal, concentrando a riqueza em poucos.

A origem do socialismo tem raízes intelectuais e surgiu como resposta aos movimentos políticos da classe trabalhadora e às críticas aos efeitos da Revolução Industrial (capitalismo industrial). Na teoria marxista, o socialismo representava a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo.

O socialismo sugeria uma reforma gradual da sociedade capitalista, demarcando-se do comunismo, que era mais radical e defendia o fim do sistema capitalista e queda da burguesia através de uma revolução armada.

Socialismo Utópico

O socialismo utópico foi uma corrente de pensamento criada por Robert Owen, Saint-Simon e Charles Fourier. De acordo com os socialistas utópicos, o sistema socialista se instalaria de forma branda e gradativa.

O nome socialismo utópico surgiu graças à obra “Utopia” de Thomas More, sendo que a utopia é referente a algo que não existe ou não pode ser alcançado. Os primeiros socialistas, que foram os utópicos, tinham em mente a construção de uma sociedade ideal, através de meios pacíficos e da boa vontade da burguesia.

Karl Marx se distanciou do conceito de socialismo utópico, visto que de acordo com essa corrente a fórmula para alcançar a igualdade na sociedade não era discutida. O oposto do socialismo utópico é o socialismo científico, que criticava o utópico porque este não tinha em conta as raízes do capitalismo. Karl Marx classificava os métodos dos utópicos de “burgueses”, porque eles se baseavam na transformação súbita na consciência dos indivíduos das classes dominantes, acreditando que só assim se alcançaria o objetivo do socialismo.

Socialismo científico

O socialismo científico, criado por Karl Marx e Friedrich Engels, era um sistema ou teoria que tinha como base a análise crítica e científica do capitalismo.

O socialismo científico, também conhecido como marxismo, se opunha ao socialismo utópico, porque não tinha a intenção de criar uma sociedade ideal. Tinha sim o propósito de entender o capitalismo e suas origens, o acumular prévio de capital, a consolidação da produção capitalista e as contradições existentes no capitalismo. Os marxistas anunciaram que o capitalismo eventualmente seria ultrapassado e chegaria ao fim.

O socialismo marxista tinha como fundamento teórico a luta de classes, a revolução proletária, o materialismo dialético e histórico, a teoria da evolução socialista e a doutrina da mais-valia. Ao contrário do socialismo utópico e sua pacificidade, o socialismo científico previa melhores condições de trabalho e de vida para os trabalhadores através de uma revolução proletária e da luta armada.

De acordo com o marxismo, uma sociedade baseada no capitalismo era dividida em duas classes sociais: os exploradores (donos dos meios de produção, das fábricas, das terras), pertencentes à burguesia, ou seja, os burgueses; e os explorados (aqueles que não tinham posses e tinha que se sujeitar aos outros). Esse duelo entre as classes, é aquilo que transforma e propele a história.

Socialismo real

Socialismo real é uma expressão que designa os países socialistas que preconizam a titularidade pública dos meios de produção.

No século XX, as ideias socialistas foram adotadas por alguns países, como: União Soviética (atual Rússia), China, Cuba e Alemanha Oriental. Porém, em alguns casos, revelou-se um sistema comunista constituído por regimes autoritários e extremamente violentos. Esse socialismo é também conhecido como socialismo real – um socialismo colocado em prática, que causou uma deturpação semântica do “socialismo”, levando assim a esses regimes que demonstraram desrespeito pela vida humana.

Lista de países Socialistas:

China,

Cuba,

Coréia do Norte e

Vietnã

O que é Comunismo:

Comunismo é uma doutrina social segundo a qual se pode e deve restabelecer o que se chama “estado natural”, em que todas as pessoas teriam o mesmo direito a tudo, mediante a abolição da propriedade privada. Nos séculos XIX e XX o termo foi usado para qualificar um movimento político.

Esta palavra tem origem no latim comunis, que significa comum.

Como o comunismo surgiu?

O comunismo tem a sua fundamentação teórica nas teorias do Estado dos sofistas gregos e na obra “República” de Platão, porque a Grécia-Antiga previa a formação de uma sociedade em que as classes sociais não existiriam. Mas o comunismo encontrou bem cedo críticos severos, como Aristóteles.

O comunismo continuou a se fazer sentir em muitos movimentos sectários depois disso, como é o caso de Thomas Münzer e dos anabatistas, em seitas puritanas da América do Norte nos séculos XVII e XVIII, mas com a suposição de que o “amor ao próximo” resultaria de uma regulamentação pública, o que era exatamente o contrário do pensamento cristão.

Assim, a doutrina comunista começou a se inspirar sobretudo numa filosofia de tutela do Estado. Por esse motivo ela reapareceu nas utopias políticas dos séculos XVI e XVII.

A grande reanimação do comunismo ou do socialismo (termos utilizados nos primeiros momentos de forma indistinta como sinônimos), no princípio do século XIX, está relacionada com a Revolução Industrial.

Os abusos do capitalismo e do liberalismo econômico, cometidos pela transformação da economia e da indústria, provocaram um movimento crítico que, em muitos casos, se relaciona com as ideias comunistas.

Símbolo do Comunismo

A foice, o martelo e a estrela de cinco pontas são símbolos do comunismo, usados universalmente. A foice representa os trabalhadores do campo e o martelo representa os trabalhadores das indústrias.

A estrela de cinco pontas pode representar os cinco continentes do mundo. Outra teoria explica que a estrela representa os grupos que formam a sociedade comunista: operários, trabalhadores do campo, intelectuais, jovens e exército.

Já o fundo vermelho usado em toda simbologia comunista é ligado à representação do ideal de revolução do comunismo.

Muitos países comunistas adotaram o uso destes símbolos em suas bandeiras oficiais, como China, Vietnã, Coreia do Norte e Angola.

O comunismo moderno

O comunismo moderno se exprime primeiramente como uma doutrina através do marxismo, depois no marxismo-leninismo e, em parte, também no maoismo marxista. É fundamentalmente uma doutrina destinada à igualdade da maioria.

De acordo com Karl Marx e Friedrich Engels (que escreveram o Manifesto do Partido Comunista de 1848), o comunismo do século XX considera a história, desde a Antiguidade, como a sucessão de lutas entre as classes trabalhadoras e sem posses e as classes exploradoras. Estas classes exploradoras, não trabalham ou trabalham pouco, mas dispõem dos meios materiais de produção.

Manifesto do Partido Comunista

O Manifesto Comunista foi publicado em 1848. Foi escrito por Karl Marx e Friedrich Engels, considerados os fundadores do socialismo científico. No documento são apresentados os principais ideais comunistas e são descritas e analisadas as formas de socialismo: reacionário, conservador e utópico.

O manifesto é uma crítica à forma como a sociedade foi organizada em função do capitalismo e contém críticas à burguesia enquanto classe social opressora, principalmente em relação à organização da sociedade no período pós-Revolução Industrial.

O manifesto também apresenta as diferenças existentes entre as classes burguesa e trabalhadora (proletariado) e a relação entre o proletariado e os partidos da época.

Um dos objetivos do Manifesto é demonstrar que a classe trabalhadora é capaz de se unir para revolucionar e mudar a sua situação de classe oprimida pelos ideias capitalistas e pela sociedade burguesa.

No Manifesto são defendidas ideias como:

  • fim da propriedade privada sobre a terra,
  • fim dos direitos relacionados à herança,
  • entrega dos meios de produção ao controle do Estado

O que a doutrina comunista defende?

O comunismo afirma que as condições de vida (principalmente as econômicas) do homem determinam sua consciência e considera que o desenvolvimento da capacidade de produção, graças à técnica e à ciência, desencadeia uma evolução onde a sociedade esclavagista daria lugar à sociedade feudal.

Depois disso, a sociedade feudal deveria dar lugar à sociedade burguesa e finalmente à sociedade socialista.

O comunismo e a luta de classes

Segundo esta doutrina, o último ponto culminante da luta de classes é a luta da classe proletária contra a burguesia. Esta luta levaria ao fim da sociedade burguesa, ao desaparecimento das classes e à sua substituição por uma sociedade socialista ou comunista.

Com o fim da separação da sociedade em classes sociais estaria estabelecida a sociedade comunista, de volta ao “estado natural” desejado pelos defensores da doutrina comunista.

Esta luta aconteceria internacionalmente, visto que a burguesia também se organizou de modo internacional, os laços da classe seriam mais importantes do que as realidades nacionais. Dessa maneira a classe operária de um país tem mais responsabilidade para com a classe operária de outro país do que para com os seus próprios nacionais.

Fonte: significados.com.br


Nenhum comentário



Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

Blue Captcha Image
Atualizar

*

Quem Somos

Somos um grupo, preocupados com a disseminação das melhores informações que possam vir a contribuir no seu cotidiano, bem como auxiliar na resolução de dúvidas e ou problemas que possam surgir em assuntos diversos, e ainda suprir a ânsia pelo conhecimento!

Leia Mais