Ban pede cessar-fogo em Gaza a Conselho de Segurança da ONU


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo em favor de um cessar-fogo em Gaza entre Israel e o Hamas, durante a abertura nesta quinta-feira (10) de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança.

“É mais urgente do que nunca tentar alcançar o entendimento para um retorno à calma e a um acordo de cessar-fogo”, declarou Ban, reiterando seu “apelos aos dois lados em conflito para exercer o máximo de contenção”.

“Enfrentamos o risco de uma escalada total, com a ameaça ainda palpável de uma ofensiva terrestre”, afirmou ao apresentar um relatório sobre a situação no Oriente Médio.

Ban disse que nos últimos dias Hamas e Jihad Islâmica lançaram mais de 550 foguetes e granadas de morteiro a partir de Gaza contra Israel, e as forças israelenses realizaram mais de 500 ataques aéreos sobre Gaza.

“A região não pode se permitir outra guerra (…). É mais urgente que nunca tentar encontrar denominadores comuns para que volte a calma e se consiga um entendimento para o cessar-fogo”, afirmou o secretário-geral da ONU em seu discurso.

Ban fez um apelo à comunidade internacional para evitar uma espiral de violência e disse que a atual é “uma das provas mais difíceis que tenha enfrentado a região nos últimos anos”.

“A região exige proceder de maneira sensata e apresentar ideias novas”, destacou

Mais de 70 palestinos já morreram desde terça-feira (8) em ataques da aviação israelense contra a Faixa de Gaza.

Ao mesmo tempo, houve disparos de Gaza contra Israel. Segundo o exército israelense, quatro foguetes de Gaza foram disparados, sendo que dois deles foram interceptados sobre a cidade e dois outros caíram em zonas desabitadas.

Três violentas explosões foram registradas em Jerusalém, pouco após as sirenes de alerta soarem na cidade, obrigando os habitantes a buscarem abrigo, constatou um correspondente da AFP no local.

Esta é a segunda vez em dois dias que as sirenes de alerta soam em Jerusalém, enquanto que o Exército israelense e o Hamas palestino travam um conflito em Gaza.

Também nesta quinta, o presidente russo,  Vladimir Putin, disse considerar “indispensável o fim imediato do enfrentamento armado” em Gaza entre Israel e o Hamas palestino, durante uma conversa telefônica com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

A conversa, que se concentrou na “degradação rápida da situação” na Faixa de Gaza e no sul de Israel, partiu da iniciativa do líder israelense, segundo o Kremlin em um comunicado.

Escalada de violência
A mais recente escalada de tensão e violência entre israelenses e palestinos começou com o desaparecimento de três adolescentes israelenses no dia 12 de junho na Cisjordânia. Eles foram sequestrados quando pediam carona perto de Gush Etzion, um bloco de colônias situado entre as cidades palestinas de Belém e Hebron (sul da Cisjordânia) para ir a Jerusalém.

O governo israelense acusou o movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, do sequestro. O Hamas não confirmou nem negou envolvimento. Israel deslocou um grande contingente militar para a área da Cisjordânia, principalmente na cidade de Hebron e arredores. Dezenas de membros do Hamas foram detidos, e foguetes foram disparados da Faixa de Gaza contra Israel.

Os corpos dos três jovens foram encontrados em 30 de junho, com marcas de tiros. Analistas sustentam que eles foram assassinados na noite de seu desaparecimento.

A localização dos corpos aumentou a tensão, com Israel respondendo aos disparos feitos por Gaza. No dia seguinte, 1º de julho, um adolescente palestino foi sequestrado e morto em Jerusalém Oriental. A autópsia indicou posteriormente que ele foi queimado vivo.

Israel prendeu seis judeus extremistas pelo assassinato do garoto palestino, e três dos detidos confessaram o crime. Isso reforçou as suspeitas de que a morte teve motivação política e gerou uma onda de revolta e protestos em Gaza.

No dia 8 de julho, após um intenso bombardeio com foguetes contra o sul de Israel por parte de ativistas palestinos, a aviação israelense iniciou dezenas de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza. A operação, chamada “cerca de proteção”, tem como objetivo atacar o Hamas e reduzir o número de foguetes lançados contra Israel, segundo um porta-voz israelense.

Os militantes de Gaza responderam aos ataques, disparando foguetes contra Tel Aviv. Por enquanto, só houve registro de mortes entre os palestinos – o sistema antimísseis israelense interceptou boa parte dos disparos lançados contra seu território.

Os combates são os mais sérios entre Israel e os militantes de Gaza desde a ofensiva de seis dias em 2012.


1 comentário

  1. Chauncey Wigfall


    I totally agree with what you are saying eventhough this short article is not suit to new WP 🙂



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